quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Dark Futures


Para comemorar os 60 anos de publicação do Fahrenheit 451 de Ray Bradbury, hoje e amanhã a Universidade do Porto organiza o evento Dark Futures in Projection.

O programa da conferência pode ser consultado AQUI

Para além da obra de Ray Bradbury também irão ser abordadas outras tais como "La Foire aux immortels" de Enki Bilal ou Battle Star Gallatica.

Para mim, um dos temas mais interessantes que se vai falar é acerca de hipertextos. Tenho pena de não poder ir.

domingo, 10 de novembro de 2013

Bem intencionados


“Well-meaning adults can easily destroy a child’s love of reading: stop them reading what they enjoy, or give them worthy-but-dull books that you like, the 21st-century equivalents of Victorian “improving” literature. You’ll wind up with a generation convinced that reading is uncool and worse, unpleasant.”
—  Neil Gaiman, “Why our future depends on libraries, reading, and daydreaming”

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Sonhos


Uma coisa curiosa acerca dos meus sonhos é eles parecerem que se passam todos no mesmo mundo. Não é incomum ter sonhos que são continuações de sonhos que tive há anos atrás, ou sonhos diferentes nos mesmos cenários.

Um desses cenários é um quarto de hotel que não me lembro de ter visto em sítio nenhum sem ser quando estou a dormir. Tentei reproduzi-lo num software de modelação 3D e foi isto que saiu:


Alguém conhece um quarto de hotel assim? Também têm cenas e locais imaginários recorrentes nos vossos sonhos? 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O fim da Tarja

Recebi há um dia um e-mail da Editora Estronho que gostaria de partilhar.

É um pouco longo, mas vale a pena ser lido.




"Na última semana tivemos uma péssima notícia para quem realmente gosta e batalha pela publicação de literatura fantástica de qualidade no Brasil (e também em Portugal, por que não dizer?). A Tarja Editorial, uma das melhores editoras do gênero, no que se refere a qualidade literária, anunciou o encerramento de suas atividades.

Os motivos que levaram a essa decisão, são muito bem compreendidos por nós da Editora Estronho. Além da falta de apoio das grandes livrarias, que só dão destaque a livros de editoras que estejam dispostas a pagar algo entre 3 e 15 mil reais para terem seus livros em posições estratégicas dentro de cada loja, temos o grande e velho problema do preconceito com novos escritores. E parte desse preconceito é até justificável...

Explico... Nos últimos dois anos (talvez mais), surgiram "editoras" de todos os tipos. Algumas explicitamente comerciais, que "selecionam" textos sem o menor cuidado com a qualidade literária, visando apenas cumprir a cota de que precisam para custear a publicação das antologias (no caso em que os autores precisam pagar para publicar ou são obrigado a comprar um determinado número de exemplares para participarem da "seleção"). Outras editoras, embora não cobrem nada dos autores e nem peçam para comprar exemplares, vivem na doce ilusão de que o mundo é belo e precisamos ajudar a todos, sem olhar a quem. Ok, isso não seria problema algum se não estivéssemos falando de LITERATURA DE QUALIDADE. Conheço editores que publicam por amizade, por querer ajudar o autor, ou simplesmente porque o autor tem muitos amigos e pode vender bastante, garantindo assim que seus custos sejam pagos num curto prazo e seu catálogo vá aumentando, fazendo conta de quantidade no lugar da qualidade.

Engana-se quem acha que editores assim estão ajudando. Não é porque a familia do autor gostou do texto, que sua carreira está garantinda. Ajuda aquele editor que cobra, corrige e muitas vezes nega a publicação, pois quer que o autor melhore realmente a sua escrita. Mas enfim, isso é um outro papo...

Outro ponto que dificulta a venda de antologias, especialmente com autores novatos, é que muitos deles (não estou direcionando isso a todos, por favor, pois existem exceções) acham que porque foram publicados uma vez, ou duas, três que seja... viraram astros da literatura. Não precisam mais divulgar, correr atrás, ajudar a editora a vender. Temos casos em que os autores sequer pediram seus exemplares de direito. Casos em que o autor deixou de participar do lançamento da antologia a que fazia parte, porque preferiu ir ao lançamento de uma editora mais famosa. Outros não comparecem aos eventos, não divulgam a sua participação ou simplesmente, quando conseguem vaga em outra editora melhor, deixam de lado o trabalho feito na primeira, porque ela é "pequena, insignificante".

Não estamos dizendo que a médias e grandes editoras não fazem um bom trabalho. Não é isso, antes que alguém diga que somos contra o autor passar para editoras maiores ou com melhor apoio financeiro. Claro que não! Mas também não precisam ignorar seu passado literário, porque agora estão em outras condições mais favoráveis. Aliás, tem gente boa (editoras médias) fazendo um excelente trabalho, com um bom suporte financeiro e torcemos muito por elas, desde que mantenham a qualidade e honestidade com o autor.

Sim, o texto está ficando longo, mas é preciso...

Continuando, o que aconteceu com a Tarja pode acontecer com qualquer editora pequena e média que tenha esse perfil, como é o nosso caso. Obviamente a culpa não é só dos autores que não ajudam na divulgação e não se empenham. São vários fatores, mas os dois mais importantes são as livrarias mercenárias, o descaso de parte dos autores e a pouca procura por antologias.

E justamente para que possamos TENTAR seguir mais adiante com a Editora, e recuperar o fôlego para retornamos aos projetos com novos autores, é que estamos, infelizmente, cancelando alguns projetos e dando novos rumos a outros."


É com muita pena que vejo o projecto acabar. De lembrar que foi com a Tarja que o Fantasporto se uniu para o duplo lançamento da Antologia de Ficção Científica Fantasporto organizada por Rogério Ribeiro e foi também na Tarja que me estreei no mercado brasileiro com a antologia A Fantástica Literatura Queer - Volume Amarelo.

domingo, 3 de novembro de 2013

Fórum Fantástico 2013 - Programa



Foi hoje a apresentação oficial na FNAC Chiado do programa do Fórum Fantástico 2013 e posso já dizer que promete bastante. É bom de ver que as vertentes do Fantástico abordadas aumentaram em quantidade (existem agora demonstrações de jogos, exposições de fotografia, etc..), que me esteja a lembrar, só falta mesmo música. Existem bandas de cariz Fantástico para convidar? Se sim, acusem-se.

Outra coisa que gostaria de destacar no programa é o lançamento do segundo número da Lusitânia, uma zine criada por mim e uma equipa de destemidos voluntários. Esta edição pretende incentivar a produção de histórias que tenham como ponto em comum, a cultura portuguesa. Anotar na agenda o dia 16, às 14h15.

Também de destaque, a presença do autor Ian Mcdonald, cujo o único livro traduzido para português é o Brasil. O livro é muito interessante. Desenrola-se em três linhas temporais: no passado, no tempo das incursões jesuítas pela Amazónia; no presente, onde seguimos uma produtora de reality shows e no futuro, nas favelas de um Brasil ultra-tecnológico. Neste momento o livro está à venda a 3€ na FNAC, por isso é de aproveitar.



E muito, muito mais. Conversas de horror, winepunk, steampunk, apresentação de prémios para a literatura fantástica, jogos de computador, história da FC, Bang! Brasil, curtas metragens, ilustração, etc.

Apareçam.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

LER Novembro de 2013

Na próxima sexta, dia 1 de Novembro, irá sair mais um número da revista LER.


Porém, este não será apenas "mais um". Porquê? Primeiro vai ter um textinho meu na secção 15_25 (nem uma pinga de fantasia, nem um traço de FC, apenas um cheirinho de contemporaneidade). Em segundo lugar, vai ser o meu último texto nesta secção. Não, não é por minha vontade. A secção 15_25, que todos os meses publicava um conjunto de mini textos (e fotos, de vez em quando) de autores entre os 15 e os 25 anos chega à sua última edição.

Não sei qual é a razão, mas é com pena que vejo esta excelente iniciativa acabar. Porque era excelente? Porque podíamos enviar os textos, que recebíamos resposta, muitas vezes com reparos e a dizer o porquê de não ter sido aceite. Devido à periodicidade, permitia que fôssemos tentando, melhorando a cada tentativa, disciplinando a musa. Porque era um orgulho ver algo escrito por nós ao pé de outros bons autores, tanto os consagrados, como os colegas da mesma secção (e também havia, no meu caso, um comparar os meus textos com os destes últimos). Porque me levou a ler a LER, fora alguns números quando estive fora de Portugal, que tem bastante qualidade.

Fiquei com pena que não tivesse aparecido mais gente nos eventos gerados em torno da secção e, nesses mesmos eventos, não tenha surgido muito ambiente para a criação de uma rede de participantes. Talvez outro modelo, ainda mais informal.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Oyster Books



A Smashwords, a plataforma de ebooks independentes onde tenho a maior parte das minhas histórias auto-publicadas, fez uma nova pareceria com um distribuidor, desta vez a Oyster.


Mas que tem a Oyster de tão especial que valha a pena um post apenas sobre ela?

Vai ao encontro ao que defendo há muito como um bom modelo de negócio para ebooks. Os clientes por cerca de 7€ por mês têm acesso a todo o catálogo de livros da Oyster (onde a partir de aqui a alguns dias, incluirá o catálogo da Smashwords). No entanto, nem tudo são rosas. É preciso uma aplicação para ler os livros, que não permitirá o download ou empréstimo e que controlará quanto é lido de cada livro. Ou seja, caso o leitor deixe de pagar, deixa de ter acesso aos livros, tal como um espectador de um canal de TV de filmes não fica com os filmes que já viu. Fora isso pode ler todos os livros que conseguir, provar um bocadinho de tudo e escolher um, não ler nada, entre outras combinações, como num buffet literário.

A aplicação irá também concentrar informações dos gostos do leitor e gostos de amigos do leitor, assim como recomendações da equipa Oyster, de modo a recomendar as obras que terão a maior chance de serem apreciadas pelo leitor. Se por um lado é uma funcionalidade útil, por outro trava o crescimento pessoal que se alcança por tentar algo fora da nossa zona de conforto ou rede de conhecimentos.


Os autores, pelo menos no smashwords, serão recompensados com 60% do valor de venda do livro caso os leitores leiam mais de 10% do mesmo, daí a aplicação controlar isso.

Infelizmente, esta aplicação ainda só está desenvolvida para a família de produtos da Apple (quem tiver um dispositivo pode tentar um mês de utilização gratuita).

De qualquer maneira, aproveitem para ler alguns dos livros que disponibilizo no site da Smashwords (quase todos gratuitos), basta carregar nas capas abaixo.

Quando o balão de Filipe é atacado por piratas, longe está ele de adivinhar que irá ser salvo pelos tripulantes de Dandeleão,uma enorme cidade voadora capitaneada por Dom Miguel Faria. Deslumbrando pela maravilha de engenharia, Filipe vai mergulhando no dia a dia da nave sem suspeitar do seu tenebroso segredo. 

Que influência terá sobre Lisboa a cidade em movimento, onde os sonhos e a lucidez se vendem como um mero produto? As duas cidades estão em rota de colisão e Hugo sabe que é a única oportunidade de alguma vez conseguir passar de uma para a outra, mas para isso terá de compreender o que os Lobos lhe dizem. Um romance sobre ciclos que se cruzam e entrecruzam, onde a única constante é a mudança.
Micro-contos de ficção especulativa que prometem ir dar um passeio com as ideias dos leitores, mostrando-lhes novos miradouros para as paisagens de sempre. "Sobre a nudez forte da verdade - o manto diaphano da phantasia" - Eça de Queirós